Informática na Sociedade – turma 2006/2

Novembro 25, 2006

Vinícius Cordeiro

Arquivado em: Geral — frankmetal @ 4:47 am

Ética dos Hackers – Pekka Himanen

 

“Indivíduos que se dedicam com entusiasmo à programação que acreditam que o compartilhamento de informações é um bem poderoso e positivo, e que é dever ético dos hackers compartilhar suas experiências elaborando softwares gratuitos e facilitar o acesso a informações e a recursos de computação sempre que possível.”

Grupo de programadores fanáticos do MIT, 1960

 

“Um hacker é um perito ou um entusiasta de qualquer área. É possível ser um hacker em astronomia, por exemplo. Nesse sentido, é possível ser hacker sem ter nada a ver com computadores.”

Arquivo de jargões dos hackers

 

Tendo em mente esses pensamentos podemos concluir que um hacker é motivado pela paixão e liberdade. Linus Torvalds é um excelente exemplo, autor de uma das mais famosas criações hacker de nossa era, o sistema operacional linux, incentivado por sua “lei de linus” onde ele afirma que “os fatores que atuam como motivações podem ser classificados em três categorias fundamentais. E o mais importante é, assim como no processo de evolução, passar de uma fase para outra ou mudar de categoria. As categorias são nessa ordem, sobrevivência, vida social e diversão” onde ele também fala que “o dinheiro da motivação por aquilo que ele proporciona, em ultima instância, o dinheiro é a ferramenta definitiva para obtermos o que realmente desejamos.”

Os hackers não vêem o computador como um meio de sobrevivência, mas sim como diversão. Portanto, o importante não é ganhar dinheiro, mas sim compartilhar suas descobertas.

Citando a Lei de Linus

 

“O pastor protestante Richard Baxter descreve a forma purista da ética do trabalho da seguinte forma “É através da ação que Deus nos manteve e às nossas atividades; o trabalho é a ética e o fim natural do poder” e dizer “Vou orar e meditar [em vez de trabalhar] é como se seu servo se recusasse a seu trabalho maior e se lançasse a algo menos, mais fácil”. Deus não gosta de ver as pessoas só sentadas e meditando. Ele deseja que elas façam seu trabalho (…) Um bom servo de Deus deve fazer todo o serviço em obediência ao Senhor, como se Ele próprio tivesse ordenado.”

Referente à “Ética protestante do Trabalho” de Max Weber

“Mudanças tecnológicas ocorridas em um curto espaço de tempo tornam imperativo levar novas tecnologias aos consumidores de forma rápida, antes que outros concorrentes o façam. Os produtos dos retardatários ficam obsoletos, sendo que reações tardias às mudanças tecnológicas fundamentais são ainda piores.”

A Era da Informação de Manuel Castells

 

“Para agir como um hacker é preciso acreditar nisso [que as pessoas nunca deveriam ser escravas do trabalho repetitivo e imbecil] o suficiente para querer jogar fora as partes que não prestam, não só por si mesmo, mas em nome de todos (…) Para os hackers, obter reconhecimento individual não deve substituir a paixão – pelo contrário, o reconhecimento deve resultar da paixão.”

Eric Raymond

 

“O armazenamento dos atos dos indivíduos em meios eletrônicos significa, em última instância, que nenhum ato será desconhecido. Na Era da Eletrônica, o portão do mosteiro é guardado por um São Pedro armado com um computador, sendo que a única diferença que ele guarda com Deus Onisciente é que esse São Pedro não perdoa. Durante a entrevista de emprego, toda a vida do candidato é levantada, e o candidato tem de pagar por todos os seus pecados: aos seis anos, você criticou um colega pela Rede de uma maneira politicamente incorreta; aos quatorze anos, você visitou sites pornográficos; aos dezoito anos você confessou, numa sala de chat, que experimentou drogas… (…) um número crescente de empresas também exerce vigilância (…) muitos hackers abominam qualquer tipo de violação dos limites individuais, não importa se tais violações ocorrem durante o expediente ou fora dele.”

Consideração Crítica

O autor põe uma comparação entre a ética protestante do trabalho e a ética do trabalho dos hackers, enfatizando diversos pontos da ética protestante de onde os hackers se incentivaram a desafiar, sobre motivação de vida e administração comercial de tempo, as quais eu concordo plenamente, pois se todos envolvidos tecnologicamente compartilhassem informações a raça humana provavelmente estaria um patamar acima, uma era além, sem falar que mais felizes uma vez que poderiam administrar o tempo de forma agradável. Os hackers não são contra ganhar dinheiro, eles são contra ganhar dinheiro escondendo informações, portanto, utilizando do modelo aberto, também chamado open source, algo que tem chamado minha atenção, o qual foi o motivo de minha escolha nesse exemplar. Partindo de um programa inicial, no caso de ele ser aberto, a divulgação dele na internet com certeza se for útil alguém continua o desenvolvimento para si próprio ou estabelece uma parceria de desenvolvimento, a partir do momento em que ele é livre ele crescerá muito mais rapidamente e com toda certeza qualitativamente. Himanem afirma que os verdadeiros hackers ensinam uns aos outros, pois deles vem o princípio de compartilhamento de informações. Os hackers não se vêem como professores, mas sim como companheiros de aprendizagem. E pode parecer ironia, mas com o surgimento da rede esses mesmos hackers querem sigilo dos dados, porém, é uma questão que merece atenção, privacidade do usuário é importante. Aqueles que conseguem unir a ética dos hackers – trabalho, dinheiro e ética da rede – ganham o respeito da comunidade e tornam-se verdadeiros heróis.

Novembro 23, 2006

Livro Fortaleza Digital

Arquivado em: Geral — ralphfilho @ 1:34 pm

O Livro discute a questão da invasão de privacidade e da retenção de
informação por uma agência de segurança que existe para proteger a integridade
dos dados de uma nação.

A grande polêmica da história se faz em torno de um algoritmo de criptografia
mutável impossível de ser descriptografado. Os personagens do livro precisam
encontrar uma forma de quebrá-lo e de convencer o detentor do código-fonte
a não disponibilizá-lo na internet.

Achei uma boa leitura não só por causa do suspense do romance, que prende a
atenção do leitor, como as questões polêmicas para discussão que são: a
invasão de privacidade, a ética nas profissões de tecnologia e a propriedade
intelectual.

Sou contra o tipo de controle descrito no livro, em que uma agencia acessa
todo o tipo de informação que trafega pela Rede pois isso agride o direito
de sigilo das pessoas, seria o mesmo que ler todas as cartas que circulam
pelo correio. Acho que para prevenir ataques são necessários controles
descentralizados nos provedores de acesso com algoritmos inteligentes para
detectar, por exemplo, spams, porém sempre garantindo a privacidade
do usuário. E também a educação dos usuários que utilizam
os computadores, da mesma forma como um pai educa um filho como se
portar em território estranho.

Novembro 22, 2006

1984

Arquivado em: Geral — lambari @ 7:31 pm

A primeira coisa interessante do “1984″ (além de ser escrito por George Orwell) é que ele foi escrito em 1948 quando Orwell (que na verdade se chamava Eric Arthur Blair) estava “na capa da gaita” lutando contra a tuberculose (ele morreu em janeiro de 1950). Clique ali do lado –>, leia o resto e comente (ou não) (mais…)

Novembro 21, 2006

Trab de privacidade e segurança na internet

Arquivado em: Geral — vhcx @ 1:24 pm

Disponibilizado

Ralph
Victor

Novembro 20, 2006

Seminário Final – Pedofilia

Arquivado em: Geral — marciabegnini @ 11:04 pm

Pessoal ai está o arquivo com o nosso trabalho sobre Pedofilia na Internet.

http://lci.upf.br/~60265/is/TrabalhoPedofilia.ppt

Márcia - 60265

Elisandra – 57817

Novembro 13, 2006

Como Vai ser a Nova Internet Brasileira

Arquivado em: Charges e Imagens — marcelorockenbach @ 5:03 pm

Em vista do que o Senado Brasileiro quer fazer com a internet aqui no Brasil, achei uma charge na internet que Ensina aos internautas como enviar mensagens pela internet, depois que a lei for aprovada. Muito legal…

Acessem o endereço e confiram: http://d00dz.org/%7Egwm/internetbr.html

Novembro 8, 2006

Deus e a Informática

Arquivado em: Geral — pabloaws @ 1:32 am

Veja aqui como foi a criação do mundo, segundo os nerds.

Longo, mas engraçado.

Novembro 7, 2006

Projeto quer controlar acesso à internet

Arquivado em: Geral — vhcx @ 8:50 pm

parece piada??

uma reportagem na Folha Online diz o seguinte:

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado votará, na próxima quarta-feira, um projeto de lei que obriga a identificação dos usuários da internet antes de iniciarem qualquer operação que envolva interatividade, como envio de e-mails, conversas em salas de bate-papo, criação de blogs, captura de dados (como baixar músicas, filmes, imagens), entre outros...”

“…O texto é defendido pelos bancos e criticado por ONGs (Organizações Não-Governamentais), por provedores de acesso à internet e por advogados...”
“…O presidente da ONG Safernet diz que, por trás da identificação e da certificação prévias dos usuários da internet, está o lobby das empresas de certificação digital…”


se for verdade… e se isso realmente for pra frente…
cara, é UM ABSURDO!
esse tal de Eduardo Azeredo é sem noção, o buxa é que ta escorado pelos banqueiros por companias de cartão de crédito, etc. E como já sabemos, muitas vezes é o dinheiro que manda… o.O
Ah, assim fica difícil quere…
tinha que ser no Brasil mesmo…

Neste link está disponível uma petição contra esse projeto de lei (do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ) que obriga os usuários da Internet se identificarem antes de iniciarem qualquer operação que envolva interatividade (envio de emails, conversas em salas de bate-papo, criação de blogs, baixar músicas, filmes, imagens, entre outros).

Novembro 2, 2006

Fortaleza Digital

Arquivado em: Geral — ehlisson @ 6:47 pm

Fortaleza Digital
Autor: Dan Brown

O livro fala sobre a NATIONAL SECURITY AGENCY (NSA) onde exisita um supercomputador (TRANSLTR) sob responsabilidade do departamento de Criptografia.
O TRANSLTR possuia três milhões de micro­processadores e utilizava o processmento paralelo para interceptar e traduzir (descriptografar) mensangens oriundas da internet de acordo com os critérios do governo e do pessoal da NSA. Resumindo, não existia chave de código que o TRANSLTR fosse incapaz de descriptografar com agilidade e precisão.
A trama se desenrola quando o responsável pela NSA coloca o TRANSLTR para trabalhar em um algorítimo desenvolvido por um ex-funcionário da NSA (revoltado com a NSA), algorítimo que, mais tarde, se revelaria um vírus com o poder de quebrar todas as barreiras de segurança da base de dados do governo Norte Americano, permitindo com que qualquer pessoa no planeta obtivesse acesso as mais secretas informações federais, militares e de segurança dos EUA.
Felizmente para NSA, eles conseguem resolver este problema antes de que alguém consiga acessar tais informações mas acabam perdendo o TRANSLTR, que explode devido ao superaquecimento em virtude das exaustivas horas trabalhando em cima de um vírus.

A discussão pertinente é sobre a privacidade e até onde o governo (ou qqer 1) tem direito de obter informações pessoais dos indivíduos.

A minha opnião é de que o cara tem q respeitar as leis do lugar onde vive, inclusive na internet. Como até o livro mesmo diz “o governo não quer saber a receita secreta de bolo que foi passada por e-mail”.

Enfim, se o cara comete um crime (mesmo na internet) tem q ser punido. Garanto que pra família, pros amigos e pra própria vítima, as autoridades são ineficientes neste aspecto. E as vítimas não querem nem saber se “o servidor tah em outro país”.

Blog no WordPress.com.